Italiana/ Review

Ciao Ristorante

Se no post anterior eu falava que a falta de parâmetro é o prato cheio da gourmetização, nesse eu digo que pude aprender com ela.

Desde os primórdios deste blog, deixamos claro que não temos a pretensão de exercer a função de críticos, mas sim de meros contadores de experiências, onde as quais, logicamente, nos dão repertório para fazer análises e criar o dito parâmetro. Mas hoje, graças ao advento do Google, e até mesmo de tantos outros meios, temos conhecimento de muitos pratos, culturas, etc. A cultura de massa nos ajuda nisso. Conhecemos algo sem ao menos estar lá fisicamente.

O Ciao Ristorante abriu com a proposta de levar o sabor e a característica da culinária italiana (o slogan do restaurante faz essa promessa). Retratar algo secular joga, automaticamente, uma enorme responsabilidade ao estabelecimento.

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O ambiente interno é legal, é maior do que imaginávamos e confortável.

Chegamos cedo, apesar de ser meio-dia, porém era domingo e o shopping só abria nesse horário. Fomos uns dos primeiros clientes, escolhemos facilmente uma mesa interna e prontamente fomos atendidos. Aliás, se você for visitá-lo, chegue cedo, pois a casa lotou em instantes.

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O cardápio é um tanto extenso: couvert, saladas, antipasti, pizza, risotos, massas, carnes e sobremesas. São muitos itens. Depois de perceber que perdemos alguns minutos folheando o menu e com uma resposta positiva à sua pergunta, a garçonete nos questionou se gostaríamos de alguma sugestão e nos orientou a um polppetone, pois é o prato mais pedido da casa. Por mais que ele se assemelhe a um hambúrguer pela forma e insumo, e meu instinto galopeia para a aceitação, recusei a oferta.

Samantha foi de Penne ao ragu de manzo (R$34,90), que nada mais é que um ragu de carne com penne, logicamente.

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A apresentação dele estava quase que impecável. No entanto, não se assemelha a um ragu. O ragu, em sua essência, precisa cozinhar por horas. Além, é claro, do cozimento em conjunto com diversos outros ingredientes para dar corpo e sabor ao molho. Contudo, o sabor estava bom, não era ruim. Apenas não condiz perfeitamente com as características do prato.

Aliás, temos um Kitchenlog de Ragú. [/autojabá]

Fui de Cartoccio al Mare (camarões, lula, polvo, mariscos, peixe branco, molho pomodoro, pomodorini, alho, ervas frescas e linguini – R$45,90)

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Fiquei surpreso ao ver a montagem do prato. Sim, é possível acompanhar o preparo.

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Aliás, vou abrir um parêntese bem grande aqui.

O meu prato, basicamente, é composto por frutos do mar. Estamos na Grande Florianópolis, lugar onde há um mercado público e a cultura da pesca é muito grande. A parte negativa (para o restaurante) em deixar que os clientes assistam ao preparo do seu prato é que talvez ele veja coisas que o chef não gostaria que vissem. Por exemplo: assistir a cozinheira pegar o pacotinho congelado com os ingredientes e deixar sobre a torneira para descongelá-lo. Façam a relação com o início do parágrafo.

Outro ponto: eu não sabia o que era o tal Cartoccio até fazer as buscas de conhecimento. Mas ali, no momento em que me entregaram o prato, que mais parecia um sanduíche do Subway, não me explicaram o modus operandi e, portanto, fiz questão de retirar o papel. Questionei a garçonete e ela me respondeu com um singelo: geralmente se usa o papel (na fanpage do restaurante o mesmo é apresentado sem). O que me faz pensar que eu deveria ter assistido mais vídeos do Carluccio e do Gennaro Contaldo.

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Ao retirar o papillote, pude me concentrar na tarefa básica: comer.

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Depois de comer uma das lulas, percebi que faltou peixe no preparo. Questionei a garçonete se eu realmente tinha lido bem o cardápio, após a verificação da mesma, ela questionou a cozinheira. Voltou à mesa se lamentando e oferecendo uma sobremesa como cortesia da casa pelo erro. Tecnicamente o prato estava incompleto, apesar da mistura intensa de sabores. O marisco estava bom, o polvo não estava borrachudo como a lula, a massa, que é caseira, estava al dente e boa. E só agora (sim, acredite) eu dei por falta de outro ingrediente: camarão.

Mas preciso dizer: se ele fosse apenas uma massa de mariscos, polvo e com um pomodoro mais encorpado, ficaria bom. Mas fica difícil aceitar que dois ingredientes como estes não tenham sido incorporados ao prato.

Como “cortesia”, aceitamos um Tiramissú

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O Tiramissú é uma sobremesa que precisa de atenção aos detalhes, principalmente nos ingredientes e em especial no mascarpone.

Eu não sei se esse tinha mascarpone de verdade, os ingredientes estavam um pouco confusos, mas sentimos o chocolate em pó e o gostinho de café.

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E apesar de estar com uma consistência muito estranha, algo semelhante aos bolos de festinha que ficam por muito tempo na geladeira, ajudou a tirar o travo dos frutos do mar.

Se a casa estava num dia mau, eu não sei dizer. Mas a nossa experiência poderia ser melhor. Gostaria de poder voltar e provar tantos outros pratos e até mesmo experimentar a real promessa da casa: o melhor da cozinha italiana.

De italiano, naquele momento, talvez só Strani Amori que ecoava no ambiente. Mas na voz de Renato Russo.

Ciao Ristorante

  • Endereço: Rodovia BR101, Km 111, São José – SC. (Continente Shopping)
  • Telefone: (48) 3094-9109
  • Aceita cartões: Sim
  • Estacionamento: Sim

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6 Comentários

  • Responder
    Rafaela Barbosa
    6 de novembro de 2015 at 7:54 am

    Eu não tenho blog, mas adoro experiências gastronômicas, sempre estou atrás de lugares novos e compartilho as experiências no Trip Advisor. E posso lhes dizer, a casa não estava em um dia ruim, não. O lugar é lindo, a ideia é boa, mas é só. E é uma pena, porque tinha tudo para dar certo.

  • Responder
    Karla
    6 de novembro de 2015 at 10:26 am

    Fui com meu marido e filha ao Ciao e nossa experiência não foi grande coisa.
    Meu marido pediu o polpetone, que veio com o fundo tostado; então nos ofereceram um tiramisú de cortesia, que era uma sobremesa seca; sentia o gosto do café, do chocolate e do mascarpone (?), mas o grande destaque era dos biscoitos, que eram moles, mas não molhadinhos… enfim.
    O meu prato estava gostoso e o da minha filha também, mas honestamente, esperava mais.

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    Jr. Hames
    6 de novembro de 2015 at 10:30 am

    Visitei a casa a mais ou menos um mês. Ao chegar, eu e a Vanessa fomos bem atendidos. Assim como o amigo, também levamos alguns minutos folheando o cardápio cheio de opções. Após fazer o pedido, uma massa ao sugo acompanhado de um frango a parmegiana e uma carne acompanhada de batatas rústicas. O nome dos mesmos já não me vem mais a memória. No quadro, o famoso dizer “não preparamos comida rápida, preparamos comida boa o mais rápido possível” denunciava que a espera seria longa. Eu só não sabia o quanto ainda. Após aproximadamente 1h15, comecei a perceber que pessoas que haviam adentrado no estabelecimento muito depois de mim, estavam começando a serem servidas, inclusive com pratos que haviamos escolhido. Questionei o garçom, que prontamente foi a cozinha e voltou falando que já estava sendo feito, enquanto me oferecia um cover de cortesia. Perguntei se haviam esquecido e a resposta foi que não. A batata é que estava demorando. Como assim? Vi o mesmo prato ser servido em 3 mesas diferentes, duas das quais efetuaram pedido após o nosso. Respiro fundo e aguardei pacientemente, enquanto comia meu couvert cortesia de pães velhos. Com tanto tempo de sobra, tivemos bastante tempo pra perceber detalhes como o quão sujas e manchadas estavam as paredes no que deveria ser um restaurante novo, ou ainda que haviam toalhas penduradas atrás de um refrigerador. Finalmente, após aproximadamente 1h45, recebemos nosso pedido. A começar pelo meu, que em todas as outras mesas foi colocado em um suporte, a mim foi servido diretamente na chapa, na qual queimei o braço duas vezes. A carne estava complemente sem sal e sem tempero. O que ajudou foram uns dentes de alho que acompanharam, e os molhos do couvert que pedi para deixarem a mesa. O macarrão da Vanessa estava sem gosto, e o frango mais parecia requentado. No fim, o que recebi não foi como na promessa feita no quadro de avisos. Foi simplesmente “comida feita as pressas”. Pelo valor gasto, se bem me recordo na casa dos R$160, foi uma péssima experiência. Posso dizer que estaria melhor servido no Spoleto. Mas quem sabe, a casa estava num mal dia, né?

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    Jr. Hames
    6 de novembro de 2015 at 10:37 am

    Escrevi o comentário acima no celular enquanto espero o Jack no Pet Shop e percebi que o corretor me passou a perna algumas vezes. Juro que sei escrever corretamente. Hahahaha

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    Nathany
    6 de novembro de 2015 at 1:25 pm

    Fui na casa no sábado com meu marido e fomos muito bem atendidos e adoramos a comida… Apenas achamos o preço bem salgado para um restaurante pequeno no shopping, mas a música e comida nos agradaram muito! Pedimos a porção de bolinhos de riso, que são feitos com arroz arbóreo e recheadas de queijo e são divinas! O prato principal foi massa caseira com filé mignon e como pedimos só uma eles gentilmente ofereceram em servir em dois pratos dividindo a porção, como não estávamos com tanta fome com o couvert e com a porção de bolinhos foi suficiente já que vieram 4 medalhões… Gostei bastante, mas pelo valor médio dos pratos e a pela proposta da casa, acredito que estão no lugar errado.

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    Arthur
    10 de novembro de 2015 at 8:40 am

    Olha, tive uma experiência péssima. Pedi uma simples massa, levou mais de uma hora, sendo que só tinha outro casal na casa e ainda a comida veio completamente fria e sem sal (esqueceram de colocar mesmo). Por fim, foram gastos mais de R$100,00 e saí morrendo de fome. Tchau, Ciao.

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