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Dona Ciclana: doces retrôs e café colonial

O Thiago Ribeiro é mesmo um incansável. Mesmo depois do enorme sucesso do seu primeiro negócio, a Dona Fulana, ele resolveu apostar ao empreender num dos segmentos menos explorado em Florianópolis. A partir disso, nasce a Dona Ciclana, uma casa focada em doces retrôs durante a semana e em café colonial aos sábados, domingos e feriados. Além disso, ele resolveu investir em sua marca própria de cafés especiais, aqui batizado na mesma linha dos demais nomes da casa: O Ciclano.

Para conhecer as duas modalidades da casa, foi preciso ir em dias distintos. Afinal, em um dia dificilmente conseguiríamos provar tudo isso que mostraremos a seguir.

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Localizada num reduto de frutos do mar e onde antes funcionava a Cantina Sangiovese, a Dona Ciclana chega para ajudar a dar cara nova a Santo Antônio de Lisboa, por mais que isso possa parecer contraditório ao fato de servirem doces retrôs. Quem conhece a Dona Fulana entende o que quero dizer: o estilo over dos produtos também estarão aqui presentes.

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Ao entrar, de imediato avistamos o espaço destinado aos cafés d’O Ciclano, onde é possível encontrar alguns sacos com café torrado e moído (100% arábico do Cerrado e Alta Mogiana e com certificação da BSCA) à venda e conferir as opções de chás oferecidos pela casa.

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Mas é ali ao lado onde a brincadeira começa. É na mesa principal que estão dispostas as tortas, bolos, salgados e demais doces que compõe a farra colonial.

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São diversas opções de bolos e sobremesas que, por óbvio, não conseguirei listar todos. Mas destaco o pavê de chocolate, pudim e o bombom de travessa, uma sobremesa muito deliciosa com morangos.

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Junto com as sobremesas há espaço para outros doces que são bem comuns para quem é do sul, como a ambrosia e sagu.

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Este sagu, meus amigos, eu precisei caprichar, pois estava muito bom. Ele estava bem consistente e generoso no sabor.

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Na parte dos salgados é possível encontrar uma opção de massa, risoto, ovos mexidos, salsicha para cachorro quente, lasanhas, pizzas, sanduíches e salgadinhos fritos.

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Gostei bastante dos salgadinhos fritos, pois estavam bem temperados e recheados. A massa e o risoto também estavam saborosos, por mais que estivessem em buffet. Mas como a rotatividade em café colonial é grande e o tempo de reposição é rápido, não há muito com o que se queixar.

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Provamos ainda alguns pães de queijo. Quentinhos, crocantes, pequenininhos e agradáveis. Acho que deveríamos ter a opção de levar alguns desses em saquinho para casa.

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Para encerrar essa primeira visita, provamos um delicioso cappuccino. Veio da maneira correta: nada de pó, sem excessos, somente café e leite, além do capricho na arte.

Vale ressaltar que o valor de R$ 45,00 cobrado por pessoa dá direito a toda essa comilança de maneira ilimitada, assim como algumas bebidas: café passado na máquina, sucos, água filtrada e leite quente. Os cafés feitos pelos baristas (espressos, cappuccino, chás, etc) e água mineral são cobrados à parte e têm cardápio próprio.

A brincadeira fica mais séria quando vamos de encontro aos doces retrôs e cafés especiais.

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Com a proposta de resgatar alguns salgados e doces antigos e de infância, o cardápio para esses tipos de produtos é bem generoso.

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Os cafés, por óbvio, merecem uma atenção especial. Além dos diferentes tipos do produto final, há maneiras distintas de extração. Como o caso do Syphon (R$8).

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Quase como uma bruxaria, esse aparato nada tecnológico ferve a água que está na base, ela sobe, entra em contato com o café e desce novamente. Além de ser um processo incrível de acompanhar, deixa o café um tanto quanto rústico (pois é possível encontrar alguns resquícios de pó na xícara) e com sabor bem marcante.

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Já na Hario V60 (R$6), o café é filtrado três vezes. Chega à xícara uma bebida mais suave e com sabor bem diferente do outro processo, mas igualmente saboroso.

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Mesmo insumo. Duas tiragens completamente diferentes. Dois sabores distintos. Realmente, nós precisamos nos livrar das amarras de alguns cafés do nosso cotidiano e aprender a tomar os feitos da maneira correta e com produtos de procedência.

Feita a iniciação nos cafés, partimos para as comidas.

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O buraco quente (R$12,90) deve nos remeter aos mais primitivos instintos de preguiça e de oportunidade: aproveitar aquela carne moída do almoço com o pão quentinho do café.

Mas aqui não há preguiça, pois a carne é extremamente deliciosa e bem temperada e o pão leva a assinatura do François, famoso produtor de pães da cidade. Tudo bem fresquinho e bem preparado.

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Em seguida pedimos um Colono (R$8,90): pão fatiado com salame e queijo colonial prensado na chapa. Bem tostadinho e com três camadas de pães. Não requer nenhuma elaboração grandiosa e firulas. É simples, porém gostoso.

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Pedimos também um escondidinho de linguiça Blumenau (R$19,90), aquele produto incrível feito com purê de mandioquinha, gratinado com parmesão e recheado com aquele embutido que deixa qualquer receita especial. Aqui não poderia deixar de ser diferente.

Percebeu que a brincadeira está ficando séria, né?

Vamos começar por esse pavê de chocolate (R$9,90).

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Feito em camadas de creme de chocolate, bolacha Maria e creme de leite condensado, ele vem num potinho de vidro, bem rústico. Você percebe todas as texturas e sabores na boca. Muito delicioso.

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Mas que tal esse pudim de leite condensado na lata (R$11,90)?

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Esse é o fiel retrato daquilo que chamamos de Porn Food. A retirada da lata é uma obscenidade sem igual. Olha:

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Ele é bem firme, não é enjoativo, não tem aquele ranço de caramelo e vem numa quantidade ideal. Se na Dona Fulana o Grand Gateau é uma das estrelas, na Dona Ciclana o espaço será desse pudim.

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Para ajudar na digestão, fomos de chá de frutas vermelhas.

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Nossa escolha foi um tanto quanto difícil pois antes tivemos uma verdadeira aula sobre chá. Antes de inaugurar, a equipe foi até São Paulo para receber consultoria e treinamento para a produção de seus blends.

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O chá é bem suave e com sabor bem presente das frutas. Assim como acontece com o café, não temos o hábito de tomar bons chás. Nossa cultura, infelizmente, liga a bebida à cura de  doenças/resfriados. Precisamos desmistificar isso também. E chá não é somente aqueles de caixinha de supermercado. Creio que a Ciclana nos ajudará muito nesse sentido.

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Foi um tanto complexo compilar tantas informações num único post. Mas o mais difícil foi escrever tudo isso e não ficar com a vontade de voltar.

Certamente a casa será um sucesso, assim como as demais lojas do Grupo Fulana Ciclana Beltrana Ciclano. Como falei, o Thiago é um incansável não apenas no empreendedorismo, mas também dentro da cozinha. Provavelmente, dependendo de quando você estiver lendo esse post, alguns itens do cardápio terão mudado (retirado ou acrescido), tudo isso para agradar e trazer novidades aos clientes. E sabemos que nisso eles são campeões.

Vale a pena conhecer!

Dona Ciclana

  • Endereço: Rua Padre Lourenço de Andrade, 496, Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis – SC.
  • Aceita cartões
  • Estacionamento: Sim

 

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2 Comentários

  • Responder
    Cristiane
    2 de agosto de 2016 at 2:10 pm

    Gostaria de saber se o local tem acesso para cadeirante e se dá para circular com a cadeira dentro do recinto.

    • Responder
      Everton Veber
      5 de agosto de 2016 at 12:47 am

      Sim.

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