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As Francesinhas de Portugal: a especialidade do Porto

Olá pessoal, venho ao Comideria, a pedido do meu amigo Everton, dividir um pouco do “meu 2014 na Europa” e também dos tours gastronômicos que pretendo fazer por aqui. Como fixei residência neste ano em Portugal, vou começar por essa cozinha sustentada, como os próprios portugueses dizem, pelos sabores do Atlântico.

Ponte D. Luís I - Porto, Portugal

Ponte D. Luís I – Porto, Portugal

No post de hoje, venho lhes apresentar, um ícone da cozinha portuguesa, mais especificamente da cidade do Porto. Se você como eu, imaginava que a estrela aqui era o bacalhau, você se enganou.

Iguaria nascida no Porto, a Francesinha, é aclamada como um dos melhores sanduíches do mundo. Foi eleito há alguns anos atrás pela revista eletrônica America On Line Travel, como uns dos Top 10 do mundo.

Batizada com esse nome ímpar por Daniel David da Silva, um português, que morou na Bélgica e na França, antes de retornar ao Porto, nos anos 60, e criar sua versão própria do croque monsieur , para homenagear as mulheres francesas, que segundo ele eram diferentes das portuguesas por serem “robustas e saborosas”.

Apesar de ter visitado o Porto em 2010, apenas agora cedi aos encantos da Francesinha, sob forte pressão do meu digníssimo esposo Tiago, que insistia para que eu a provasse. Confesso que a apresentação do prato não me apetecia, mas quando vi que batatas fritas vinham de acompanhamento, eu finalmente me rendi. Minha vontade se reforçou quando eu descobri que esse prato tão diferente era nada mais do que um big sanduíche.

A oportunidade de prová-la foi há algumas semanas atrás, quando nossos amigos Érico e Marcela, que moram em Portugal há mais tempo, nos convidaram para visitar o restaurante Capa Negra II, famoso aqui, por se auto intitular o restaurante que serve as melhores francesinhas do Porto.

Chegamos ao Capa Negra, por volta das 20 horas. Como todo bom restaurante em um sábado à noite, o lugar estava lotado e fomos gentilmente recepcionados por um garçom, que nos pediu para que aguardássemos por volta de 10 minutos, para que uma mesa fosse liberada.

Logo na recepção, o restaurante lembra uma cantina com balcão, onde são servidos drinks e alguns petiscos. Quando entrei tive a impressão que o restaurante era pequeno, no entanto há um imenso salão ao fundo com o qual ficamos surpreendidos com a quantidade de pessoas que o local comportava: 300 no total. Passado pontualmente o tempo de espera previsto, fomos direcionados à nossa mesa, no fundo do salão.

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Em seguida, estudamos a longa ementa do restaurante (ementa é nome que os portugueses dão à cardápio) com muito cuidado e esmero. O cardápio, com preços amigáveis, oferece opções de sopas, peixes e carnes, contemplando a culinária portuguesa, mas também faz saudação aos vizinhos italianos, servindo algumas opções de pastas.

Depois dessa nossa análise cuidadosa, mesmo eu já sabendo o que iria pedir, fomos “levemente” pressionados pelo garçom para agilizar nossa ordem. Também pudera, o lugar estava lotado e tive a impressão que eram muitos poucos garçons pra quantidade de gente que tinha ali. Dei um desconto…

Passados cerca de 30 minutos, nossos pratos chegaram aparentemente lindos e suculentos. Muito maior do que eu imaginava, já de cara percebi que era demais pra mim e olha que modéstia parte eu bato forte!

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Esse imenso e diferente sanduíche é um verdadeiro complexo de carnes: Duas humildes fatias de pão de forma, recheadas com linguiça, salsicha fresca, fiambre (presunto), bife de carne de vaca, lombo de porco assado e fatiado, coberto generosamente por queijo flamengo e regado à um molho muito especial que dá uma verdadeira explosão de sabores ao prato.

O molho, que para alguns é o verdadeiro segredo da iguaria, é composto principalmente, de molho de tomate, Peri Peri (nossa pimenta-malagueta) e pasmem: cerveja, whisky e claro, vinho do Porto. Para minha sorte, o garçom, voltou duas vezes à mesa pra saber se estava tudo bem e sempre trazia mais um pouquinho do molho para mim e para o Tiago.

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O acompanhamento é opcional. A minha, como eu já disse, veio com batatas fritas para incrementar. No Capa Negra II, além de batata-frita, elas são servidas com um ovo estrelado em cima ou com camarões.

Há outras variações de acompanhamentos também. A francesinha pode ser servida com cogumelos, frango frito, bacalhau e até mesmo lagostim.

Apesar de não conseguir finalizar o prato, não resisti à sobremesa e como os olhos são maiores do que a barriga, copiei minha vizinha de mesa e pedi um super Profiteroles com sorvete para finalizar.

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Saímos de lá redondinhos, felizes e apenas 40 eurinhos mais pobres, (preço de duas francesinhas, duas sobremesas, água, vinho, serviço e imposto), mas sem aquela sensação de termos sidos assaltados. O preço da minha francesinha foi de €10.89 e minha sobremesa €3.30. Lembrando que “quem converte não se diverte”, esse é um preço apropriado para uma refeição generosa aqui no Porto.

Capa Negra II

  • Endereço: Rua do Campo Alegre, 191, Boavista, Porto-Portugal
  • Telefone: +351 22 607 8380
  • Horário: Todos Todos os dias, das 12:00 às 01h45.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: Exterior (fácil)
  • Website: http://www.capanegra.com/

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