Bares/ Porto Alegre/ Review

Uma coxinha com as bênçãos da Nossa Senhora do Ó

Sou homem de pouca bebida. Quem leu o bate-papo tive com a Priscila do Saboreando Floripa viu que elegi a água mineral gelada como minha bebida favorita. Um dos problemas é o diabo do bom gosto. Embora não seja um usuário habitual do álcool, sei a diferença entre as boas e as ruins. E as boas custam caro, ou pelo menos mais caro. Mas isso não quer dizer que vez por outra eu não experimente uma cerveja ou um vinho, talvez um bourbon com algumas pedras de gelo.

Nossa Senhora do Ó

Nossa Senhora do Ó

E como todo bom relacionamento é feito através de trocas, acompanhei alguns amigos numas cervejas outro dia em Porto Alegre. Experimentei umas cervejas gaudérias uma barbaridade porque eles me levaram pra comer uma tão aguardada coxinha. Há tempos vinha com essa vontade de comer uma coxinha e lá na capital dos gaúchos só encontramos tal iguaria em botecos, nunca nas padarias ou coisas do gênero. Quando em Roma haja como os romanos, sacoé?

E eles me guiaram até o Nossa Senhora do Ó. O barzinho fica ali no Moinhos de Vento e como quase todo bar ali estabelecido é muito simpático, tem uma decoração muito bonita e aconchegante. O proprietário, Vagner Piccolo, irmão de Cássio que é quem comanda o Frangó, em São Paulo, segue a linha da gastronomia paulista e de lá traz a coxinha que aqui noo Sul é feita por sua mulher Mariana. E que mão, heim Mariana?

Coxinha do Frangó

Coxinha do Frangó

Eleita por quatro anos consecutivos como a melhor da categoria, desde que a categoria foi instaurada na publicação mais importante do país, a tal coxinha é um caso sério. Uma fina casquinha crocante, uma camada de massa, queijo catupiry e então o recheio com frango desfiado completando uma dentada bastante aprazível ao paladar. Eu sei que uma comida é boa quando ao escrever o review eu salivo da mesma forma que quando eu experimentei-a, e este review certamente precisaria ser escrito com ajuda de um sugador.

Casquinha crocante, massa bem temperadada, catupiry e frango desfiado, como deve ser

Casquinha crocante, massa bem temperadada, catupiry e frango desfiado, como deve ser

A coxinha é salgada na medida, frita na hora, vem quentinha na mesa e é muito bem temperada. É das pequenas, não aquelas grandonas, até pra fazer sentido estarmos num boteco e o finger food ser compartilhado. Uma porção vêm 10 coxinhas, portanto é bem servida, e dá vontade de repetir o pedido.

Funhouse: A casa maluca da Seasons

Funhouse: A casa maluca da Seasons

Enquanto provava a coxinha bebemos uma Funhouse da Cervejaria Seasons, portoalegrense por essência. Ela é do tipo Belgian Blonde, segundo o sommelier que demonstrou total domínio do assunto, é uma cerveja que vai temperos como casca de laranja e coentro moídos na hora, e utiliza um fermento belga originário das abadias trapistas.

Rasen Bier Lager Premium: direto da serra gaúcha

Rasen Bier Lager Premium: direto da serra gaúcha

A segunda cerveja foi uma Premium Lager da também conterrânea Rasen Bier. Uma cerveja um pouco mais amarga que a primeira mas igualmente suave e bem gostosa.

Bolinhos de arroz, outro quitute muito saboroso

Bolinhos de arroz, outro quitute muito saboroso

Com esta cerveja nós comemos bolinhos de arroz. Não pense que o cardápio do Nossa Senhora do Ó é tão simplista oferecendo só estas frituras, mas tanto a ocasião que era totalmente informal quanto a minha curiosidade de comer um bolinho de arroz fora dos buffets dos restaurantes fizeram encarar este pedido.

Fiquei com bastante vontade de experimentar os bolinhos de bacalhau e as batatas rústicas no alecrim. Alecrim é amor, todos sabem, mas este quitute vai aguardar a minha próxima visita.

As expectativas foram muito bem correspondidas, bolinhos fresquinhos e quentinhos, saborosos como as coxinhas.

Mesinhas na rua: ideal pra pegar um arzinho fresco do Moinhos de Vento

Mesinhas na rua: ideal pra pegar um arzinho fresco do Moinhos de Vento

O ambiente é bastante bonito, e muito importante nesta época do ano é climatizado. Preferimos as mesinhas do lado de fora pra ver o movimento e respirarmos ar puro, são bem confortáveis. A decoração é atrativa e a fachada da casa chama pra dentro quem passa na Dinarte Ribeiro.

O atendimento é bastante rápido e eficiente, fomos muito bem atendidos do início ao fim da visita. O preço é honesto se levarmos em consideração que bebemos cervejas especiais, que ainda tem um valor um pouco alto por aqui e valeu a pena sem sombra de dúvida cada centavo investido. A conta fechou em cerca de R$30 por pessoa.

Nossa Senhora do Ó

  • Endereço: Rua Dinarte Ribeiro, 17.
  • Telefone: (51) 3346-2319
  • Horário: de terça à sexta-feira das 17h às 0h e sábado das 1h às 0h.
  • Aceita cartões: sim

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7 Comentários

  • Responder
    Aline - www.gastronomiaeoutrasfolias.blogspot.com
    21 de novembro de 2012 at 10:47 am

    Amo coxinhas… meu quitute preferido em festa infantil!!

  • Responder
    Blog Garfadas
    21 de novembro de 2012 at 11:12 am

    Becher! Isso não se faz! Pare de ir a POA e trazer esse posts feios! rrsrs…Brincadeira..estou irritada de tanta agua na boca que fiquei. Abraço.

    • Responder
      Daniel Becher
      21 de novembro de 2012 at 11:15 am

      Hahahaha, olha, já te adianto: vai piorar. Tem uns dois reviews de PoA aqui no gatilho, já agendados, que na minha opinião são mais tentadores que este 😛

  • Responder
    Sara Graciano
    21 de novembro de 2012 at 1:03 pm

    Sem sombra de dúvidas uma das melhores coxinhas de Porto Alegre. Incrível como conseguiram fazer algo quase impossível em tal salgadinho: deixá-lo leve.
    Além de tudo, o lugar é uma fofura e a cia de vcs mais ainda 😉
    Bjs.

  • Responder
    Marcos
    21 de novembro de 2012 at 8:52 pm

    Cheguei agora do trabalho, com fome e antes de jantar leio um post desses. Maldade. No meu caso, pela coxinha e pelas cervejas.

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